quinta-feira, 24 de maio de 2018

EDUCAÇÃO PELAS PORTAS DO CORAÇÃO... PEDAGOGIA DO AMOR - Adeilson Salles

A realidade com a qual venho me deparando nas escolas é a dificuldade do educador em se utilizar de uma linguagem que acesse o mundo juvenil. Esse contexto também se repete na intimidade dos lares.

Qual seria a linha de pensamento pedagógico a ser adotada? Em um momento de urgências, qual o(a) pedagogo(a) deve ser o nosso referencial para quebrar o gelo das relações?

Muitas vezes o educando não tem uma referência de autoridade dentro do próprio lar, e quando se depara com o professor, que assume o papel da "autoridade" na condução do seu processo educativo o conflito se estabelece.

Não me refiro ao autoritarismo, falo da urgência de uma autoridade que seja o ponto referencial na vida do educando. Alguém que diga não, que limite comportamentos nocivos no ambiente de aprendizagem. Mas, o que vemos hoje são alguns pais desautorizando professores, apoiando muitas vezes educandos que não tem compromisso e interesse na própria formação.

Realmente o quadro da educação em nosso país é delicado e esse é apenas um dos problemas a serem equacionados, já que a escola reverbera em sua rotina a desagregação familiar desses "tempos líquidos".

Refletindo nas nossas experiências com jovens em escolas públicas e particulares percebemos que existe um outro tipo de analfabetismo, que é determinante para o fracasso dos processos acadêmicos. Trata-se do analfabetismo dos sentimentos e dos valores ético-morais.

Me refiro a pedagogia do coração, do amor e do respeito que andam em falta nos ambientes acadêmicos, e não-acadêmicos da nossa sociedade.

Alguém pode me contestar, afirmando que o amor não cabe em ambientes intelectualizados, mas faço o contraponto, afirmando que o intelecto quando se movimenta amorosamente causa prodígios na vida humana.

A pedagogia do amor abre as portas do coração para que o processo educativo se acomode no psiquismo do educando. Educar com amor é delimitar espaços de respeito entre quem educa e quem aprende. Garante autonomia ao professor e resgata a nobreza das relações tão escassa nesses dias de aturdimento.

Tudo que se faz com amor ganha legitimidade natural e a educação não é exceção. Educar por certo é por amor nas atitudes educativas.

O amor é a grande ponte que pode unir quem educa a quem aprende.

"O amor é o eterno fundamento da educação".
Pestalozzi


Adeilson Salles

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